A música Soul Stripper (AC/DC) faz referência àquela mulher que faz um homem passar por todos os estágios de um relacionamento problemático, desde o encantamento até sua alma ser definitivamente exposta e ficar vulnerável. De certa forma o mundo não é assim?

O mundo é a Soul Stripper do poeta. Ele vai extrair cada pedaço da sua alma e fazer o vento levar, mas somente as ideias. Você vai dizer de amores e dores, fará e escreverá seu ser como nenhum outro estilo de escrita. Soul Stripper: aquela mulher, aquela situação, aquela queda, aquela felicidade ou tristeza desnuda o poeta e não importa a vulnerabilidade, ele vai escrever uma poesia para cada momento, pois o mundo desnudou sua alma. Não importa a dor, o amor, a entrega no escrever revelam sua alma, fraca ou forte, louca ou sã, é o mundo adentrando as veias, a mente, a alma do poeta. Com o tempo os véus são levados pelo vento e a consciência se expandi e não é mais possível controlar a sede de ser quem se é. Você é coberto ao vir à luz, mas o tempo, o mundo, como uma Soul Stripper, te revelou! Parece que sua alma voou além corpo a se conectar com o leitor(a), a alma é desvendada, mas jamais conquistada, a vivência expandi a alma do poeta em todas as direções e sentidos, faz do mundo sua morada, fisicamente junto ao próprio poeta ou mentalmente pela escrita. O mundo a desvenda, mas jamais a conquista, ela pertence ao poeta que a compartilha momentaneamente em metáforas, versos, ocultamente. A sensibilidade do poeta é decifrada pela sensibilidade do leito(a), a profundidade é atingida pelo mergulho do leitor(a). A vulnerabilidade aparente, exposta, se torna morna ao poeta, pois o mundo já o elevou e o rebaixou e de um polo ao outro o poeta vira um equilibrista, ciente do seu ser. A rua, a igreja, a família, a depressão e a euforia, os monstros e a beleza, a luz e a sombra como uma Soul Stripper revelando o poeta. Aquela bela companhia, sorriso atraente, momentos de inferno e paraíso a desnudar fisicamente, mentalmente, a desnudar a alma do poeta, Soul Stripper. O poeta se entrega, pois pertence às suas experiências e sinceramente, demasiadamente, revela o seu ser e como um equilibrista continua com a possibilidade da queda, com a certeza de viver a vida.

Sobre um som do AC/DC. A Angus Young e Malcolm Young. Aos 80 anos de Bon Scott.

A alma ao poeta pertence e ao mundo se expandi.


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