Minha História Com a Poesia

Um importante meio de me expressar, muito do que penso, do que sinto. Nunca pensei algum dia que iria me expressar por meio desta arte. De certa forma foi meio que acidental. Aqui eu conto um pouco da minha história com a poesia.
Para início, minhas poesias são poemas.
Deixe-me contar. Aprendi a começar a refletir lá por volta dos 12 anos. Ainda quando morava no interior de São Paulo.
Fiquei muito introvertido com a mudança da família para Curitiba aos meus 14 anos. Isto intensificou o processo. E eu dizia: “um dia irei escrever tudo o que penso”. Ainda era algo bem juvenil, não se poderia esperar outra coisa. Creio que evolui bem desde então. Mas reconheço meus limites perante a grandiosidade de pensamento dos grandes pensadores.
Mas enfim, por volta dos meus 20 anos eu já tinha um ou outro caderno de anotações. Em grande parcela eram máximas ou um ou outro tema filosófico que eu me permitia aventurar e escrever algo sobre. Nada relevante. Mas foi parte do processo. Até que certo dia em uma máxima que eu escrevi eu pensei em escrever outras frases embaixo e assim foi saindo algo que eu chamei de poesia. Não me lembro o tema ao certo sobre o que era, nem onde está tal primeira “poesia”. Mas assim o fiz, chamei de poesia e fui substituindo cada vez mais as escritas por somente poesias. Até que então me considero um poeta amador. De muitos anos para cá, boa parte do que escrevo, da minha expressão por meio de palavras, é em forma de poesias. Bom, pelo menos é assim que as chamo.
Minha história com a poesia: influências
Não houve nenhum poeta que me influenciou de forma significativa antes de eu iniciar as escritas de meus poemas. Com o tempo cheguei a ler algo de Neruda e de Pessoa. Isto não significa que me tornei um leitor voraz, nem um fã destes grandes nomes. Mas utilizei um pouco destas fontes.
Quem realmente me influenciou e alavancou meu espírito de poeta de forma sem igual, foi Rilke e seu livro Cartas a Um Jovem Poeta. Li este curto livro, mais ou menos 100 páginas, em poucas horas. A verdade era que este livro foi como um bálsamo e eu não queria que o mesmo acabasse. Ali continha dicas profissionais, para um jovem do início do século XX que queria se tornar poeta, de um grande e já estabelecido poeta chamado Rilke. Ali eu compreendi que eu estava no caminho certo. Nunca mais eu reli o livro, já são quase doze anos desde então. Mas o que sei que ali foi um divisor de águas e sei que cada novo poema que escrevo, este curto livro tem uma certa participação.
Escrevi em torno de uns 400 poemas em mais de 17 anos de escrita até então. Considero que vão desde os mais simplórios, até alguns mais filosóficos e sociais.
A verdadeira arte
Acredito que toda verdadeira arte, aquela que vem da essência de seu criador, seja ela simples ou mais complexa, traz ao mundo vida e cores. Seja qualquer tipo de poesia, não somente um poema, mas seja música, pintura, dança ou qualquer movimento ou expressão bela traz ao mundo mais vida e cores.
Acredito eu que devemos incentivar a prática da poesia em todo ser humano. Todos nós somos sensíveis em certo grau e podemos trazer beleza ao mundo. Creio eu que o incentivo à Arte é benéfico ao indivíduo e à sociedade.
Além da nossa profissão é interessante e muito a prática da Arte, é um legado que todo ser humano pode deixar ao mundo, ou ao menos à sua família e conhecidos.
É uma terapia, é bom pra alma e faz o ser se desenvolver mais por estar se expressando mais.
Bom, ao menos para mim minhas poesias me mantem de cabeça erguida em dia difíceis, e também me faz enxergar possibilidades onde apenas muitos vem o básico, mais do mesmo ou não veem nada na verdade. Quando penso que não sou ninguém, lembro que meus poemas já tocaram almas, e as fizeram manifestar-se em lágrimas.
Acredito sim, que a Arte deve ser desenvolvida de forma leve e livre. Para espíritos mais livres, para uma humanidade mais sadia.
