


De Sabiás a Gaviões
Aqui no quintal de casa tem as visitas diárias de vários tipos de passarinhos. Mas o que mais me marca é o sabiá. Sempre confiantes, sempre com o peito estufado, donos do pedaço.
Aqui aparece também bem-te-vi, canário da terra, pombas, periquitos voam no céu alto e até casal de gavião voam soberano lá no alto de vez em nunca. Mas o que me marca é o sabiá.
Coloco um pouco de arroz no gramado e eles veem comer, às vezes demoram, mas gostam porque sempre acaba.
Plantas e Árvores
Aqui tem umas plantinhas também que eu me sinto orgulhoso de plantá-las. Tem uma orquídea, dois vasinhos de violeta, tem bandeira branca numa jardineira que está bonita no momento e uma plantinha bonita que plantei algumas mudas numa outra jardineira.
Tem a hortinha e tá bacana. Mas na verdade tem uns toques de meu pai e minha mãe, para eu ser sincero.
Tem o mini pinheiro do lado do fogão, ah e tem as árvores: um caquizeiro que sempre dá frutos doces e tem a jabuticabeira, muito boa também.
Eu, Aqui No Quintal de Casa
Mas hoje de manhã estava lendo um livro no sofá do rancho, olhei para fora no gramado o qual não se podia o ver pois estava coberto de muita folha do caquizeiro, estamos no outono, e tinha lá um dos sabiás bicando as folhas, o gramado.
Olhei e ele lançava as folhas para trás, queria conseguir algo e então pensei: devo ir lá ajudar tirar toda aquela folhagem, coitado dele, não deve tá conseguindo o que quer.
Mas verdade seja dita que minha ingenuidade logo morreu quando pensei na natureza e todo o que os pássaros passam para sobreviver, o que seria mesmo um tapete de folhas? Quanta ingenuidade ou sei lá o que.
Voltei a ler o livro, mas não me continha e olhava para fora e via lá o pássaro se esforçando, será que estava se divertindo ou desesperado de comida para o ninho.
Não sei! Já tinha desistido rapidamente de ajudá-lo. Voltei a ler o livro e pensei, poxa isto dá uma crônica. Aqui No Quintal de Casa? Ou algum outro título, a verdade que logo vim escrevê-la para não perder as ideias.
E sei lá como está a empreitada do sabiá, mas queria falar um pouco sobre ele, sobre seu esforço aparente, sobre minha ingenuidade, sobre meu egoísmo pela preguiça de ir lá “ajuda-lo”. Iria adiantar?
Hoje tá frio e fui lá colocar mais arroz para os passarinhos e começar a fazer algo de útil, além deste texto.
No vídeo abaixo, datado de 10 de outubro de 2024, vemos os sabiás das fotos no início do texto já sendo alimentados. Logo, eu iria acordar e não encontrá-los mais. Devem estar por aí em Curitiba, visitando o meu quintal às vezes, quem sabe?
“Onde canta o sabiá…”

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