É necessário mergulhar, mas mergulhar com profundidade. No mar de possibilidades. Conhecer o diverso, mas se apaixonar por algumas coisas específicas e mergulhar, profundamente.
O mundo não cessa de possibilidades e isto é ótimo. Conheço pessoas que se fecham em seus mundos e podemos pensar que não há problema nisto. Mas, penso eu, que somente aparentemente não há problema. De forma melhor analisada, pessoas que tem por natureza em serem “bairristas” acabam criando preconceitos, alimentando por muitas vezes uma mente rígida.
O mundo com sua diversidade é muito mais interessante. Arrisque mais, vai um pouco mais além. Além daquela quadra, mude às vezes o percurso. Mude o destino também, conheça novos locais.
Quão Profundo Podemos Ir?
Mas, na verdade, não é bem por aí que quero conduzir o texto. O amplo, a diversidade é muito importante, mas gostaria de falar sobre o mergulho. Do quão profundo podemos ir, caso houver diversidade melhor ainda.
Me lembro de um brother que trocávamos ideias num boteco, já tem um certo tempo. Em nossas filosofadas não compactuávamos nem ao menos em 50% dos assuntos. Mas tínhamos algo em comum, mantínhamos nossa mente aberta. Havia respeito.
E numa dessas ideias ele disse: “não tem como, nós voltamos para a superfície, mas não tem praticamente nada. Então precisamos mergulhar de volta”.
Realmente. Na época concordava totalmente com ele neste ponto, mas hoje já vejo a necessidade de subir à superfície às vezes.
Para quem já mergulhou, a superfície se torna um local de visitas esporádicas, necessárias sim, talvez algumas distrações. Voltar para dar um respiro quando quase se perde na profundidade. Este é um dos preços/riscos a se pagar.
Podemos nos assustar com o mergulho. Pode ter sido rápido e intenso. Uma estratégia é a da aproximação. Um ir e voltar, até se acostumar, subir níveis.
Algumas pessoas realmente não aguentam, voltam ao ninho acolhedor, quente e familiar. Acredito que todos nós, em algum grau, voltamos em alguns períodos a um local de segurança. Talvez todos nós em algum nível praticamos um certo recuo, mas alguns de nós continuamos a avançar. Mas mesmo as pessoas que recuam ao ninho de forma aparentemente definitiva, eu sei que em seus âmagos estas pessoas guardam momentos destes mergulhos.
As Marcas do Mergulho
Sei, sim, que suas essências foram tatuadas, mesmo que levemente e num dia qualquer, pode ser de sol ou chuva, numa viagem ou em casa, estas pessoas vão soltar um sorriso e lembrar daquele mergulho, daquela(s) pessoa(s), daquele sentimento. O mergulho nunca morre em nós. O mergulho deixa suas marcas.
Nossa Mente
O mergulho em nossa mente, seja por filosofar/refletir, seja por experiências, seja pela leitura, a nossa mente é um mundo tão profundo quanto o mais fundo dos mares, é tão ampla quanto o Cosmos. É brilhante e escura. A mente é a única “coisa” que analisa a si própria, luta consigo mesma, e a mente humana é a mais incrível das quais temos conhecimento.
Mergulhe. Volte se precisar, tome um ar fresco. Conheça seu ritmo, sua profundidade ideal. “Conheça-te a ti mesmo”. Busque o autoconhecimento.

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