Morri no meio do caminho algumas vezes. E se for analisar, bem mais por culpa minha. Não estou muito disposto em colocar aqui tais “mortes” minhas, mas refletir sobre como nos sentimos após cada um desses episódios que se tornam marcantes em nossa vida. Para mim é fato, existem as mortes pelo caminho.

Metamorfose Ambulante

Em minhas experiências eu fui mudando de comportamento, postura, gostos, mas nunca em essência, sempre mantive meu âmago por inteiro. Creio ser assim para todos, não?

Na vida as mudanças são inevitáveis, já diria Raul “metamorfose ambulante”, mas penso que Raul quis dizer em metamorfose do natural da vida, do envelhecer e principalmente de visão de mundo, do novo que inevitavelmente se apresenta. Mudamos, seja o avanço da sociedade ou nós como indivíduos.

Mas quero ir num ponto mais além, penso em um significado ainda mais profundo. Aquela “morte” da nossa mente, de uma depressão talvez, ou até algo espiritual, como uma falta de energia intrínseca que nos faz sentirmos praticamente mortos. Mas ressurgimos, e com uma percepção ampliada da realidade, como uma metamorfose. Estas questões podem ter causas diversas, não penso em pontuar alguma, cada ser sabe das suas lutas.

Morrer em Vida: Se Tornar Forte e Flexível

Eu já morri em vida algumas vezes, mas voltei mais forte ou sábio? Talvez. Na mentalidade de crescimento sabemos que nunca se está totalmente completo e com o tempo chega-se à máxima de Sócrates : “só sei que nada sei”. Creio que alguma humildade começa a germinar em nosso interior e sábio então seria cultivá-la. Quanto a ser forte, creio também que chega um ponto na vida que não se resume a ser forte somente, tanto fisicamente quanto mentalmente, mas sim ser flexível.

Chega-se a um ponto que não será a força física que fará a maior diferença e também não somente uma firmeza de pensamento, mas sim uma flexibilidade nas ações. A flexibilidade que nos mostra que é necessário o aprendizado contínuo. Ser flexível conosco também, nos aceitando como humanos. Eu erro e busco consertar, e tem épocas que parece que estou pro erro. Mas reflito e busco aprender.

Um Degrau Na Inteligência Emocional

A inteligência emocional, necessária a todos nós, é aprimorada com o tempo, com as experiências, mas principalmente com a vontade de crescimento, com a reflexão sobre essas experiências, senão, penso eu, que nada será processado e refinado. Acabamos, cedo ou tarde, cometendo novos ou mesmo velhos erros que jurávamos estarem superados. Existe a ideia de não cair mais em um erro já cometido, mas refletindo com sinceridade, para mim isto acaba acontecendo e em algumas vezes sendo inevitável. Cabe a nós não nos culparmos em demasia, remoendo os erros reincidentes, isto seria falta de inteligência emocional ao meu ver. Ter inteligência emocional nestes casos é nos ver como humanos, aceitar a falha em nós e novamente buscar a evolução, quantas vezes necessárias.

Morremos em vida, e isto são fases para ressurgirmos mais completos, se possível humildes e provavelmente mais flexíveis. Com a inteligência emocional atualizada.


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