Não quero aqui fazer uma análise que envolva psicologia, psiquiatria ou neurociência, não tenho gabarito para tal. Gostaria apenas de fazer uma análise da vida em geral e concluir se a raiva é ou não realmente necessária.

Não Agir Com Raiva, Mas Ter a Energia da Raiva

O que seria a raiva? Normalmente a relacionamos a alguma forma de desequilíbrio, falta de inteligência emocional, algo que venha para destruir. Eu a vejo como energia, a questão é o direcionamento que você dá a ela.

Com certeza uma raiva descontrolada, sem direção, será destrutiva irá causar apenas o caos. Mas a raiva como forma de energia, aquela força do âmago, com certeza pode ser positiva.

A Raiva Sendo Necessária

Acredito que sem a raiva não haveria mudanças de paradigmas, mudanças no status quo. Aquela insatisfação, aquela revolta, sem a raiva nos tornamos passivos, nos tornamos meros coadjuvantes de nossa própria história, sem nunca tomar o controle do leme.

É necessário como já dito direcioná-la, mas direcioná-la para onde? Para a construção de um empreendimento, para a prática de um esporte, para o debate de ideias, para a construção de si mesmo e de uma sociedade mais avançada.

Defendo a raiva aqui como energia, a raiva é energia, saiba canalizá-la para a construção e inversamente do que o senso comum pensa da raiva, ela é válida e muito.

Lidando Com a Raiva

Já estive em várias circunstâncias, desde a raiva explosiva-destrutiva, até a passividade, observando e algumas vezes sem reação. Acredito que nos extremos dos polos, ali em algum lugar no meio deles é necessário cada um encontrar seu equilíbrio, e usar a energia da raiva de forma sábia.

Sei bem que não é fácil, ainda mais quando o hábito de se usar a raiva é de forma destrutiva, mas a busca do aperfeiçoamento é o único caminho ideal a ser tomado, cedo ou tarde, com erros e quedas, o aperfeiçoamento é a meta.

Quero salientar mais uma vez que não falo da raiva expressa de forma descontrolada, mas acima de tudo de forma inteligente, da forma que a controlamos em nossa mente e a transformamos em combustível para um motor de mudanças e crescimento.

Os Extremos da Mente Humana

É muito falado e defendido por uma parcela da sociedade para se ter uma mente fria, calculista. Acredito que muito desta ideia é utopia ou nos transforma em meros robôs, sendo que ter um certo grau de frieza e ser calculista é necessário fazer com equilíbrio, momentos propícios, e não regra. Somos humanos, e desta forma experienciaremos todas as sensações humanas e acredito que a pessoa que já vivenciou extremos terá a tendência de maior autoconhecimento.

A meta não é permanecer nestes extremos, isto seria imaturidade, mas trazer sabedoria dos mesmos. Acredito que quanto maior o distanciamento desses extremos, maior será a energia criada ou o vazio da mesma. Digo raiva X apatia. Muitos podem dizer que a calma ou tranquilidade seria o oposto da raiva, mas não em energia, pode uma pessoa ter energia e estar calma, e isto é um bom estado de espírito, mas por vezes necessitamos elevar a energia, quando muitas vezes é necessário trazer esta energia da raiva, cambiando-a em uma atitude mais equilibrada, com foco.

A Raiva é Realmente Necessária?

Pois bem, quero concluir o texto em acordo de que a raiva não é só necessária como sobrevivência, mas inevitável. Então que façamos dela um embrião da energia necessária para as lutas diárias. Que saibamos transformar a energia da raiva em algo positivo, para uma sociedade melhor.

“Normalmente quando as pessoas estão tristes, elas não fazem nada. Apenas choram a respeito de sua condição. Mas quando ficam com raiva, elas provocam mudanças.” Malcom X


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